Governo estuda criação de cozinhas nas escolas para garantir merenda com apenas 200 Kwanzas

O Ministério da Educação (MED) está a avaliar uma mudança estratégica no Programa de Alimentação Escolar: a implementação de cozinhas escolares e comunitárias. A medida visa contornar a falta de fornecedores em municípios remotos e a insuficiência do orçamento actual de 200 Kwanzas por aluno para contratar empresas privadas, especialmente em capitais como Luanda.


A Ministra Érica Carvalho confirmou que o programa já abrange 19 das 21 províncias do país e reafirmou que o grande objetivo é travar o abandono escolar, garantindo que a criança encontre na escola o alimento necessário para o seu desenvolvimento.

A governante reconheceu que a implementação enfrenta obstáculos logísticos e económicos: Orçamental: O valor de 200 Kwanzas por aluno é considerado irrealista para o mercado de Luanda, onde os custos operacionais das empresas de catering são mais elevados.

Em muitos municípios do interior, simplesmente não existem empresas com capacidade para fornecer o serviço de merenda escolar. Perante estas dificuldades, o MED propôs à Comissão para a Política Social o estudo de cozinhas internas, onde a própria escola ou comunidade possa confecionar as refeições, otimizando os custos.

A merenda escolar é vista pelo Executivo como a principal ferramenta de retenção de alunos no ensino primário. Com 19 províncias já em execução, o foco agora é ajustar o modelo para que nenhuma criança fique de fora por questões geográficas ou de preço de mercado.