Workshop sobre Projecto GEF-8 aprova em Luanda plano para conservação integrada da Floresta do Maiombe

A preservação da biodiversidade na província de Cabinda ganhou um novo impulso com a realização, entre os dias 5 e 7 de Maio, do workshop sobre o Projeto GEF-8 "Conservação Integrada do Ecossistema Florestal do Maiombe". O encontro, realizado na capital do país, serviu para debater e aprovar o Plano de Trabalho Anual que norteará as ações de Protecção deste património natural de importância global.


Financiado pelo Fundo Global para o Ambiente (GEF) e executado pelo Ministério do Ambiente, através do INBAC, o projecto foca-se no equilíbrio entre a conservação da flora e fauna e o desenvolvimento das populações que habitam o ecossistema.

Um dos pontos de maior destaque no plano aprovado é a introdução de técnicas inovadoras para mitigar o conflito entre o homem e a vida selvagem. O projecto prevê a utilização da criação de abelhas como mecanismo para colmatar o conflito homem-elefante, uma técnica que deverá proteger as plantações e gerar rendimentos.

Outra estratégia está focada na formação para a produção de carvão vegetal sustentável, visando reduzir a desflorestação, para além da promoção da caça sustentável e o empoderamento de grupos vulneráveis (mulheres, idosos e crianças) que dependem diretamente dos serviços ecossistémicos da floresta.

Durante o certame, o Secretário Provincial do Ambiente, Gestão de Resíduos e Serviços Comunitários, Nivaldo Tati, reafirmou o apoio total do Governo da Província de Cabinda. O governante sublinhou que a eficácia do GEF-8 depende do envolvimento direto das comunidades locais.

"A Floresta do Maiombe representa um património natural regional e global. É fundamental o envolvimento das entidades locais na implementação para garantir o bem-estar das pessoas e a conservação da fauna", destacou Nivaldo Tati.

A relevância do projeto foi reforçada pela presença dos administradores municipais das zonas abrangidas pela floresta e pelo parque nacional, nomeadamente Natalício Gomes (município de Belize), Óscar Dilo (Buco-Zau), Francisco Vany (Necuto) e Armando do Carmo (Cacongo), além de representante do Parque Nacional do Maiombe.

Com a aprovação do mecanismo de reclamação e a constituição dos comités técnico e de direção, o projecto entra agora numa fase operacional decisiva para o futuro ambiental de Cabinda.