Justiça na Huíla: Antiga Administradora de Chicomba condenada a 16 anos de prisão por crimes económicos
O Tribunal da Comarca de Caconda sentenciou a antiga administradora municipal de Chicomba, Lúcia Francisca, a uma pena de 16 anos de prisão efectiva. A decisão, inserida no processo n.º 32/2022-A, culmina uma investigação sobre práticas lesivas ao património público que lesaram o Estado em centenas de milhões de kwanzas.
Além da pena de prisão, a ex-gestora foi condenada ao pagamento de uma indemnização superior a 463 milhões de kwanzas, num acórdão que marca um dos capítulos mais rigorosos do combate à corrupção na administração local.
Lúcia Francisca respondia por uma teia de crimes que evidenciavam uma gestão em proveito próprio: Peculato, associação criminosa, participação económica em negócio, tráfico de influência e branqueamento de capitais.
O tribunal ordenou o desbloqueio da conta bancária da condenada, mas com um destino claro: a reversão total dos valores apreendidos para a Conta Única do Tesouro (CUT).
O processo envolveu outros nomes ligados à administração e gestão local: António Domingos Damião foi condenado a três anos de prisão, com pena suspensa por cinco anos, após o pagamento de uma multa superior a 4 milhões de kwanzas.
João Cundi Mangundo e Francisco Hossi Ngunga foram absolvidos por insuficiência de provas. O processo contra João Monteiro foi encerrado devido ao seu falecimento.
Categoria:
Sociedade
