Donald Trump ignora NATO e mantém ofensiva no Médio Oriente; Petróleo Brent dispara para 103 dólares
O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reagiu com dureza à recusa dos aliados da NATO em apoiar uma coligação militar para reabrir o Estreito de Ormuz, bloqueado no contexto daquela que já é denominada como a "Terceira Guerra do Golfo".
Através da sua plataforma Truth Social, Trump afirmou que o seu país "nunca precisou da ajuda da NATO" e que não deseja assistência da aliança, nem de parceiros como o Japão, Austrália ou Coreia do Sul. A tensão escalou após a maioria dos aliados europeus e asiáticos se distanciarem da operação militar contra o Irão, iniciada a 28 de Fevereiro, e que já resultou em mais de duas mil mortes em nove países.
A recusa em mobilizar a NATO foi fundamentada pelo porta-voz do governo alemão, Stefan Kornelius, que clarificou que a guerra contra o Irão "não tem nada a ver com a aliança", cujo mandato se limita à defesa do território dos seus membros. Na mesma linha, a chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, e o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, confirmaram que não há disposição para alterar mandatos navais para intervenções coletivas sob a bandeira da NATO.
O bloqueio do Estreito de Ormuz pelo Irão é uma retaliação directa aos ataques norte-americanos e israelitas. Por este canal circula 20% do petróleo e gás mundial, e a sua paralisia está a sufocar o mercado energético global.
Impacto em Angola
Para Angola, o reflexo mais imediato desta crise é o comportamento do mercado petrolífero. O petróleo Brent, referência para as exportações angolanas, fechou esta terça-feira (17) cotado em 103,64 dólares, após ter atingido picos de 120 dólares durante a sessão.
Analistas internacionais alertam que, caso o impasse militar persista e o estreito continue fechado, o barril poderá atingir os 150 dólares a curto prazo. Embora este aumento represente um encaixe financeiro superior para o Orçamento Geral do Estado (OGE) de Angola, a instabilidade global e o custo dos fretes marítimos podem trazer desafios logísticos significativos.
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