Guerra no Médio Oriente: Israel ameaça Irão com novos ataques e EUA tentam reabrir Estreito de Ormuz

A tensão no Médio Oriente atingiu um novo pico este domingo, com o balanço de mortos a ultrapassar a barreira dos 2.000, principalmente no Irão e no Líbano. Sob intensos bombardeamentos israelitas e norte-americanos, Teerão apelou à comunidade internacional que se abstenha de acções que possam expandir a guerra, enquanto Tel Aviv garante ter "milhares de alvos" prontos para serem atingidos em território iraniano.


A Agência Lusa avança que o Estreito de Ormuz, ponto vital por onde passa um quinto da produção mundial de petróleo, está quase totalmente bloqueado pelo Irão, o que fez disparar os preços do crude nos mercados internacionais. 

Em resposta, o Presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou a intenção de formar uma coligação internacional, citando aliados como França, Reino Unido e Japão para escoltar petroleiros e reabrir a rota marítima.


Apesar da pressão de Washington, a formação da coligação enfrenta cautela. A Alemanha já negou a participação, enquanto o Reino Unido, através do Primeiro-Ministro Keir Starmer, sublinha que a prioridade deve ser a "desescalada". Por outro lado, o Secretário de Energia norte-americano, Chris Wright, manifestou um optimismo cauteloso, prevendo que a guerra poderá terminar "nas próximas semanas".

O porta-voz do exército israelita, Effie Defrin, afirmou categoricamente que o objectivo é enfraquecer o regime iraniano de forma irreversível. No terreno, a situação agravou-se hoje com um ataque directo a uma base italo-americana, sinalizando que a guerra já se espalhou por toda a região, envolvendo múltiplos actores e frentes de combate.