Universidade Onze de Novembro instaura inquérito e apura casos de promiscuidade e irregularidades nos exames de acesso em Cabinda
O Reitor da Universidade Onze de Novembro (UON) em Cabinda, Kianvu Tamo, anunciou a abertura de inquéritos e a emissão de ordens de serviço para investigar práticas de conduta indevida no seio da instituição, com destaque para denúncias de promiscuidade entre docentes e estudantes, bem como alegadas irregularidades nos exames de admissão.
Segundo o responsável máximo da UON, os processos de averiguação visam salvaguardar a ética e a integridade da comunidade académica.
Em relação aos casos de alegada conduta imprópria envolvendo professores e alunos, o inquérito já se encontra concluído e as respetivas conclusões foram devidamente encaminhadas ao Ministério do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação.
A reitoria avançou ainda que decorrem investigações rigorosas sobre relatos de fuga de informação e venda de provas do exame de acesso a "preços astronómicos".
O Reitor lamentou a situação, sublinhando que a instituição havia assegurado todas as condições operacionais para garantir a transparência do processo.
"Não podemos permitir que situações destas voltem a acontecer. Estamos a formar a juventude que será a elite de amanhã, e essa juventude tem de pautar a sua conduta pela ética e pela responsabilidade", enfatizou Kianvu Tamo, citando o pensamento sociológico de Max Weber sobre a responsabilidade moral e o compromisso social.
A direção da UON garantiu que, assim que os trabalhos da comissão de inquérito estiverem concluídos, os resultados e eventuais medidas disciplinares e criminais serão remetidos às autoridades competentes.
