Nova Cimangola projecta fábrica de cimento em Cabinda com capacidade para 200 mil toneladas por ano

A Nova Cimangola pretende instalar uma unidade fabril na província de Cabinda com capacidade para produzir cerca de 200 mil toneladas de cimento por ano. O anúncio foi feito pelo Presidente do Conselho de Administração da Cimangola, Agostinho da Silva, no final de uma audiência concedida nesta quarta-feira, 26 de agosto, pelo Governadora Provincial, Suzana Abreu.


A iniciativa visa aproveitar o potencial económico e os incentivos fiscais vigentes na província, reduzindo a dependência da importação de cimento proveniente de outros países e mitigando os elevados custos logísticos do transporte marítimo a partir de Luanda.

A futura unidade industrial integrará uma moagem, silos para armazenamento de clínquer e cimento, além de linhas de ensacamento. A fábrica estará preparada para produzir diversos tipos de cimento.

Numa primeira fase, a empresa pretende utilizar recursos minerais locais, como o calcário e o gesso, enquanto o clínquer será transportado por barcaça a partir da fábrica em Luanda. Com a futura operacionalização do Porto de Águas Profundas de Caio, a logística de abastecimento e distribuição será significativamente optimizada.

"Cabinda tem um grande potencial, primeiro pelos incentivos fiscais existentes, que são uma mais-valia para qualquer empresa. Viemos demonstrar a nossa intenção de criar aqui uma unidade fabril no domínio de uma moagem para responder ao mercado e consolidar a produção nacional", destacou o PCA da Nova Cimangola.

Durante o encontro com a governadora provincial, ficou acordada a criação imediata de uma comissão de trabalho conjunta entre os técnicos da Nova Cimangola e os do governo local. 

A equipa terá como missão realizar um diagnóstico exaustivo sobre a disponibilidade das matérias-primas e avaliar as infra-estruturas de apoio, designadamente no fornecimento de água e energia eléctrica.

Segundo o gestor, o prazo estimado para a implementação global do projecto, desde os estudos técnicos, levantamentos de campo, construção até ao arranque das operações é de sensivelmente um ano e meio, razão pela qual os trabalhos de levantamento arrancam de imediato.

O anúncio sobre a instalação de uma fábrica de cimento em Cabinda acontece numa altura em que esse e outros materiais de construção voltam a registar subida dos preços na região. Nos depósitos de revenda de cimento por exemplo, o saco saiu de 7.800 para 9.500 kwanzas.