Acidente na EN-100 no Cuanza-Sul faz 22 mortos vários feridos com queimaduras graves

Um grave acidente rodoviário ocorrido na madrugada desta segunda-feira, 3 de Agosto, na Estrada Nacional 100 (EN-100), província do Cuanza-Sul, resultou num trágico balanço provisório de 22 vítimas mortais e vários feridos em estado crítico. A dimensão do sinistro, que provocou queimaduras severas nos sobreviventes, exigiu a activação imediata do Plano Nacional de Resposta às Emergências.


Numa acção conjunta entre o Governo Provincial do Cuanza Sul e Ministério da Saúde, a Ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, coordenou a operação de resgate de alta complexidade em estreita colaboração com o Ministério da Defesa Nacional e as Forças Armadas Angolanas.

​A resposta rápida do Executivo permitiu a mobilização de helicópteros militares para garantir a evacuação aérea dos feridos mais graves. Os primeiros quatro pacientes em estado crítico foram transferidos para o Hospital Especializado em Queimados Presidente Julius Nyerere, em Luanda, uma unidade de referência inaugurada a 1 de Agosto pelo Presidente da República, João Lourenço.

​À chegada ao heliporto do Kilamba, as vítimas foram recebidas pela Ministra da Saúde e pelo próprio Governador do Cuanza-Sul, sendo encaminhadas diretamente para o Banco de Urgência da nova unidade hospitalar. ​Em declarações à imprensa, Sílvia Lutucuta sublinhou os desafios médicos sobre os casos, assegurando as condições da unidade sanitária.

​"Nós temos as condições para os tratar. Vamos avaliar a gravidade das lesões. Não é tão linear assim quando tratamos de grandes queimados. São doentes desafiantes, com risco de infeção, queimaduras das vias aéreas e outras complicações." Disse.

​Enquanto os casos que inspiram maiores cuidados foram transferidos para a capital, as equipas médicas locais desdobram-se em esforços. Outros feridos permanecem internados e sob observação no Hospital Geral Comandante Raúl Diaz Arguelles e no Hospital 17 de Setembro, ambos no Cuanza-Sul.

​Face à dor e ao impacto social da tragédia, o Governador Eugénio César Laborinho lamentou profundamente as perdas humanas e anunciou a criação de uma comissão multissetorial.

Esta estrutura tem como principal missão prestar apoio psicossocial contínuo às famílias enlutadas e acompanhar de perto a evolução dos sobreviventes. ​As autoridades competentes prosseguem agora com os trabalhos de identificação das vítimas mortais e apuramento da sua proveniência, dado que entre os passageiros se encontravam cidadãos oriundos de diferentes províncias de Angola.