Enfermeiro suspenso por suposta tentativa de abuso sexual a estagiária é reincidente em Cabinda
Um enfermeiro anestesista, identificado como Marcelino, foi suspenso das suas actividades laboratoriais e clínicas no Hospital Provincial de Cabinda, após ser formalmente acusado de assédio e tentativa de abuso sexual contra uma jovem estagiária da instituição. O incidente terá ocorrido nas instalações da unidade hospitalar.
Segundo a denúncia apresentada pela vítima, o suspeito que partilha com a jovem a mesma instituição de ensino universitário, ter-se-á aproveitado de um momento de isolamento, inicialmente agendado para a concertação de um trabalho de fim de curso, para tentar consumar o acto ilícito.
Diante da gravidade do relato, a Direcção do Hospital Provincial de Cabinda agiu de forma célere, instaurando uma Comissão de Disciplina, Ética e Deontologia Profissional. O funcionário foi suspenso preventivamente de todas as funções até à conclusão do inquérito de averiguação. Em paralelo, a denúncia foi encaminhada para o Serviço de Investigação Criminal (SIC), que já deu início às investigações de fórum criminal.
O portal Kutunga Mídia apurou, junto de fontes ligadas ao caso, que esta é a segunda vez em menos de um ano que o profissional de saúde enfrenta acusações desta natureza na província.
Em setembro de 2025, o mesmo enfermeiro foi detido pelo SIC após uma denúncia crime apresentada por uma paciente de 23 anos. Na ocasião, os factos ocorreram no Hospital Materno-Infantil 1.º de Maio, localizado na Urbanização 4 de Abril onde o acusado trabalhava.
O suspeito ter-se-á feito passar por médico especialista em ginecologia e, durante uma consulta sem supervisão, realizou procedimentos invasivos fora da sua alçada técnica, coagindo de seguida a paciente a assistir a conteúdos de teor pornográfico.
Como medida punitiva administrativa à data, o enfermeiro foi desvinculado daquela maternidade e devolvido à Secretaria Provincial da Saúde, que optou por integrá-lo no Hospital Provincial de Cabinda sob um programa de reabilitação profissional e acompanhamento psicológico continuado.
Apesar de ter manifestado arrependimento durante o processo terapêutico, o funcionário volta agora a estar sob custódia e investigação das autoridades judiciais e policiais da província.
