Saúde em Cabinda confirma 5 casos positivos de Varíola dos Macacos e reforça vigilância na fronteira com a RDC devido ao Ébola

A província de Cabinda já registou cinco casos positivos de Mpox (varíola dos macacos), num universo de 20 casos suspeitos detetados pelas autoridades locais. A informação foi avançada pelo Secretário Provincial da Saúde, Rúben Buco que confirmou ainda o envio de seis amostras biológicas para o Instituto Nacional de Investigação em Saúde (INIS), em Luanda, onde aguardam confirmação laboratorial.

Imagem/Internet_Mpox na RDC

​Apesar da tendência de subida dos indicadores epidemiológicos, o responsável do sector na província, assegura que a situação está sob controlo. Rúben Buco, avançou que, dos cinco doentes infetados, dois já recuperaram totalmente e receberam alta médica, mas continuam sob vigilância das autoridades sanitárias.

​Até ao momento, os casos da doença concentram-se em dois municípios da província: Cabinda (com maior incidência no bairro 1.º de Maio, zona deChiweca, apontado como o principal ponto crítico de notificações suspeitas) e Liambo.

Criação de cordão sanitário e formação de equipas

​Para travar a cadeia de transmissão do vírus, o Governo Provincial de Cabinda acionou uma comissão multissetorial. A principal missão deste grupo de trabalho é garantir o funcionamento eficaz de um cordão sanitário em toda a região.


​Neste âmbito, iniciou nesta quarta-feira, (27/05), no Instituto Médio de Saúde um ciclo de formações direcionado aos profissionais do sector de todos os municípios da província, com o objectivo de dotar as equipas médicas de ferramentas para o diagnóstico precoce e manejo correto de casos de Mpox.

​"Estamos a capacitar os nossos técnicos para garantir uma resposta rápida e eficiente em todas as localidades, bloqueando a propagação da doença", sublinhou Rúben Buco.

​Alerta Máximo: A ameaça do Ébola na fronteira

​Além da resposta imediata à Mpox, o encontro de capacitação serviu também para colocar as autoridades em alerta máximo contra o vírus Ébola. A preocupação deve-se ao surto activo da doença na vizinha República Democrática do Congo (RDC), país com o qual a província de Cabinda partilha uma vasta e porosa fronteira terrestre e fluvial.

​Durante o seminário, os profissionais de saúde reforçaram os seus conhecimentos sobre os protocolos de vigilância epidemiológica e controlo de fronteiras, uma medida considerada vital para evitar a importação e a entrada do Ébola em território nacional.