Secretário Provincial da Cultura inicia roteiro de visitas às igrejas no Reavivamento Espiritual Unida de Angola

O Secretário Provincial da Cultura, Manuel Guilherme, deu o pontapé de saída, este domingo, a um roteiro oficial de visitas às comunidades religiosas de Cabinda. A Igreja de Reavivamento Espiritual Unida de Angola (IREUA) foi a primeira congregação a receber a comitiva governamental, inaugurando uma nova era de diálogo institucional entre o Estado e as confissões religiosas na província.


A iniciativa surge como um reconhecimento do papel das igrejas como guardiãs dos valores morais, da coesão social e, fundamentalmente, da promoção da identidade cultural local. Durante o encontro com a liderança da IREUA, Manuel Guilherme defendeu uma visão abrangente de cultura, que vai muito além das artes convencionais.

"A cultura não se limita às artes; inclui também a espiritualidade, a nossa língua materna, os costumes e as práticas que moldam a nossa vida colectiva", destacou o Secretário.

O governante aproveitou a ocasião para apelar a uma colaboração estreita na valorização das tradições que definem o povo de Cabinda, alertando que a modernização das comunidades não deve resultar num divórcio com a sua matriz cultural e linguística.

A liderança da IREUA saudou o gesto do Governo Provincial de Cabinda, classificando a visita como um reconhecimento necessário ao trabalho social e espiritual que a instituição tem desenvolvido junto das populações. Em resposta, a igreja reafirmou o seu compromisso em continuar a ser um pilar no bem-estar das famílias e na promoção da harmonia comunitária.

O roteiro não se detém na IREUA. Nos próximos dias e meses, o Secretário Provincial deverá visitar as mais de 80 denominações religiosas controladas em Cabinda com mesmo objectivo; reforçar parcerias institucionais, ouvir as preocupações directas das lideranças religiosas, bem como identificar áreas de cooperação que tragam benefícios práticos para a população local.

Com esta acção, a Secretaria Provincial da Cultura reafirma o seu papel como mediadora entre o sagrado e o cultural, garantindo que o progresso social caminhe de mãos dadas com as raízes históricas da nação angolana.