Macron exige desarmamento do Hezbollah e "renúncia" de Israel a territórios libaneses
O Presidente francês, Emmanuel Macron, recebeu em Paris o Primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, para uma reunião decisiva que traçou as linhas vermelhas para a paz na região. Macron foi categórico ao afirmar que Israel deve "renunciar" às pretensões territoriais no Líbano, enquanto o Hezbollah deve cessar imediatamente os ataques e ser desarmado pelos próprios libaneses.
O encontro ocorre num momento de extrema fragilidade, com o cessar-fogo a ser violado por ambas as partes no terreno. O Palácio do Eliseu estabeleceu três pontos fundamentais para a estabilização do conflito. Macron apela a um entendimento que garanta a segurança mútua e que inclua a totalidade do território libanês.
Com o fim da missão de paz da ONU (FINUL) programado para o final deste ano, a França declarou disponibilidade para apoiar o Líbano diretamente no terreno. A França defende que o Hezbollah deve ser "desarmado pelos próprios libaneses" para restaurar a soberania do Estado.
O Primeiro-ministro Nawaf Salam condicionou a paz à saída total das forças israelitas e à libertação de prisioneiros libaneses. Salam lançou ainda um alerta financeiro crítico: o Líbano necessita de 500 milhões de euros nos próximos seis meses para gerir a grave crise humanitária que assola o país.
Apesar da tensão, o ministro dos Negócios Estrangeiros de Israel, Gideon Saar, confirmou que as negociações diretas com o Líbano serão retomadas esta quinta-feira, em Washington. Saar exortou o governo libanês a colaborar contra o que chamou de "Estado terrorista construído pelo Hezbollah".
Enquanto a diplomacia avança nas capitais, as armas continuam a falar mais alto: Bombardeamentos israelitas no Oeste da região de Beca causaram um morto e dois feridos esta quarta-feira. A milícia do Hezbollah afirmou ter atacado o Norte de Israel na terça-feira, justificando a ação como resposta a violações "flagrantes" do cessar-fogo por parte das forças israelitas.
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