Hospital Central de Cabinda celebra 4 anos com foco em humanização e avanços científicos

O Hospital Central de Cabinda "Evernário Luís Gomes Sambo" celebrou o seu quarto aniversário com a realização das IV Jornadas Científicas, sob o lema "atendimento hospitalar centrado na empatia e no respeito à dignidade". O evento reuniu especialistas e autoridades para debater a produção de conhecimento e o impacto da instituição na saúde da região.


Durante o encontro, o Diretor Geral Interino do HCC, Fernando Almeida, destacou o papel histórico da unidade sanitária, inaugurada em 2022 pelo Presidente João Lourenço. Almeida apresentou números expressivos que demonstram a crescente vitalidade do hospital, destacando a realização de mais de 250 artroplastias (próteses de anca e joelho).

O responsável sublinhou que nesse período, o hospital alcançou resultados positivos em cirurgias oftalmológicas e cuidados neonatais complexos, bem como em outras especialidades, o que permitiu reduzir a necessidade de deslocação de pacientes para Luanda ou para o exterior.

"Pretendemos que se reabra o debate à volta do bem-fazer", afirmou Fernando Almeida, reforçando que a tecnologia de ponta instalada no hospital, aliada à formação de especialistas, prova que o sector está no caminho certo.

Representando a Governadora Provincial no evento, o Secretário Provincial da Saúde, Ruben Buco, enalteceu o hospital como uma unidade de referência nacional de alta complexidade. Em seu discurso de abertura, o responsável enfatizou que a técnica deve caminhar lado a lado com a ética.

O Secretário destacou preocupações centrais para a saúde pública em Cabinda, referindo-se ao aumento da hipertensão arterial e diabetes em adultos jovens; o impacto da gravidez precoce e da sinistralidade rodoviária, especialmente com motociclos.

O titular do sector da saúde em Cabinda reforçou a necessidade de se consolidar equipas multidisciplinares, destacando a importância de valorizar todos os profissionais, desde médicos, enfermeiros a técnicos de diagnóstico e psicólogos.

"Ninguém é melhor que ninguém. Temos que sentir a dor dos nossos pacientes para melhor atenuarmos o seu sofrimento", declarou Ruben Buco, apelando ao cumprimento integral dos pressupostos éticos e deontológicos.

As jornadas consolidam o Hospital Central de Cabinda não apenas como um centro de tratamento, mas como um polo de produção científica, incentivando a publicação de estudos em revistas de alto impacto para elevar o nome de Angola no cenário internacional.