Angola e RDC assinam pacto bancário em Julho para formalizar comércio transfronteiriço
O sistema financeiro entre Angola e a República Democrática do Congo (RDC) prepara-se para uma revolução burocrática. No encerramento da 3.ª edição do Fórum Económico RDC-Angola, realizado nesta quinta-feira, 2 de Abril, o Ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, anunciou que os bancos centrais dos dois países assinarão um protocolo de cooperação histórica já no próximo mês de Julho.
O objectivo é claro: facilitar os pagamentos, combater o branqueamento de capitais e retirar o comércio bilateral da "sombra" da informalidade. Um dos pontos altos da intervenção de Massano foi a desmistificação das dificuldades tecnológicas.
O governante sublinhou que os bancos comerciais de ambos os países já operam sob a mesma rede internacional a SWIFT e utilizam predominantemente o dólar americano.
"Não há uma barreira técnica ou tecnológica para a formalização do comércio e dos fluxos financeiros entre a RDC e Angola", afirmou o Ministro, reiterando que o entrave era, até agora, meramente institucional e de coordenação.
O comunicado final do fórum, que decorreu sob o lema "Integração Sub-regional e Comércio Transfronteiriço", estabeleceu metas ambiciosas que destacam a criação de pontos de contacto directos nos ministérios da economia para resolver problemas pontuais de importação e exportação, a dinamização dos operadores privados para que o diálogo seja permanente e não apenas anual e desenvolvimento de indicadores de desempenho para medir a eficácia desta integração.
Cabinda no Centro da Estratégia
Embora o fórum tenha ocorrido em Kinshasa, o impacto directo sente-se nas nossas fronteiras. A formalização dos pagamentos bancários permitirá que os operadores económicos de Cabinda realizem transacções seguras, previsíveis e fiscalmente regulares, reduzindo os riscos inerentes ao transporte de dinheiro em numerário através das fronteiras terrestres.
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Economia

