Hospedarias sem condições sanitárias encerras para travar propagação da MPOX em Cabinda
A Comissão Provincial Multissectorial de Prevenção e Combate à Varíola dos Macacos (MPOX) encerrou coercivamente três unidades de hospedagem no município de Cabinda, no decorrer de uma operação de inspecção que detectou graves falhas de higiene e irregularidades no licenciamento das instalações.
Durante a fiscalização, as equipas de saúde pública e fiscalização depararam-se com um cenário crítico em vários espaços, como ventiladores cobertos de poeira, colchões com manchas de sangue e lençóis totalmente desprovidos de condições higiénicas adequadas.
Risco acrescido de transmissão do vírus
De acordo com os serviços de saúde de Cabinda, a falta de higienização das superfícies e do vestuário de cama em alojamentos temporários eleva o risco de propagação do surto na província.
Os dados epidemiológicos locais apontam que uma parcela significativa dos casos confirmados de Mpox teve como origem a transmissão por via sexual em pensões e hospedarias. Por este motivo, as autoridades consideram crucial a aplicação rigorosa das normas sanitárias por parte dos operadores hoteleiros para travar a cadeia de contágio.
Encerramento e controlo de legalidade
Para proteger a saúde pública e evitar a exposição dos utentes a riscos biológicos, a comissão determinou a suspensão imediata de actividades e o encerramento de três estabelecimentos incumpridores.
A primeira fase desta operação de fiscalização cobriu tanto a periferia como o centro da cidade de Cabinda, incidindo sobre os bairros Tchizo, Povo Grande, zona do Aeroporto e centro urbano de Cabinda.
Além da vertente sanitária, o trabalho das autoridades abrangeu a inspecção documental e a verificação do licenciamento comercial dos espaços.
A Comissão Multissectorial assegurou que as brigadas vão dar continuidade às acções de controlo na província para identificar e encerrar qualquer espaço que funcione de forma clandestina ou à margem das orientações de saúde pública.
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Sociedade
