Embaixador Vicente Muanda rendido ao chocolate de Buco-Zau e defende maior protagonismo do sector privado
O Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário de Angola na República do Congo, Vicente Muanda, fez um balanço positivo da sua passagem pela 4ª edição da Expo Cabinda. Em declarações prestadas à Kutunga Mídia, o diplomata considerou o certame um evento estratégico para impulsionar a produção local e colocar as valências económicas da província no mapa regional.
A assistir pela primeira vez a uma feira internacional em Cabinda, Vicente Muanda sublinhou a importância de os produtores locais primarem pela excelência e pela agregação de valor às matérias-primas nacionais.
Visita ao stand do município de Buco-Zau
O momento marcante da visita do diplomata incidiu sobre a apresentação do projecto experimental de produção de chocolate no município de Buco-Zau. Vicente Muanda provou o chocolate e traçou um paralelo histórico para fundamentar a relevância da iniciativa.
"Fiquei espantado ao saber que Buco-Zau conta com um projecto de transformação de cacau em chocolate. Na era colonial Buco-Zau foi um grande produtor de cacau, mas nunca produziu chocolate localmente. É preciso que essa iniciativa seja apoiada", defendeu o embaixador.
O diplomata apelou à comunidade empresarial e aos investidores privados para alocarem capital nesta cadeia de valor, lembrando que o cacau transformado é um dos activos mais valorizados no mercado internacional.
Valorização do conhecimento científico
A vertente científica e académica integrada na Expo Cabinda 2026 recebeu igualmente rasgados elogios do embaixador.
A inclusão de debates sobre economia, cultura e inovação foi apontada por Vicente Muanda como um contributo decisivo para capacitar a juventude e municiar os empresários locais com ferramentas de gestão.
No entanto, o diplomata aproveitou a oportunidade para lançar uma reflexão sobre o modelo de desenvolvimento económico do país. Para as próximas edições do certame, Vicente Muanda defende um reforço no protagonismo do sector privado.
Segundo o embaixador, é urgente desmistificar a narrativa de que a responsabilidade do progresso socioeconómico cabe exclusivamente ao Estado, cabendo à classe empresarial assumir o papel de motor do investimento, da geração de emprego e da criação de riqueza.
