Governo lança projecto "Amigos do Ambiente" e prevê sensibilizar 30 mil pessoas em Cabinda até 2027
O combate à poluição marinha e a conservação da biodiversidade na província de Cabinda vão conhecer uma nova dinâmica com a aprovação do projecto "Amigos do Ambiente". A iniciativa, apresentada durante a reunião do Conselho da Província, foi detalhada à imprensa pelo Secretário Provincial do Ambiente, Nivaldo Tati, que a classificou como um instrumento de enorme responsabilidade e impacto a longo prazo.
De acordo com o governante, o macro-projecto foi desenhado para atuar em múltiplas frentes, estruturando-se em três eixos de intervenção direta, sendo:
Cabinda Praias Limpas: Uma iniciativa impulsionada pela Governadora Provincial, Suzana Abreu, que estabelece a realização trimestral de megacampanhas de recolha de resíduos sólidos com forte incidência nos plásticos para proteger o ecossistema marinho e valorizar as praias como polos de lazer e turismo. Está também acautelada a construção de casas de banho públicas ao longo de toda a orla marítima.
Cabinda Ecológica: Focado na gestão ambiental urbana e rural, este eixo prioriza a arborização intensiva para tornar os centros urbanos mais resilientes e adaptáveis aos atuais desafios climáticos globais.
Educação Ambiental: Sendo uma vertente transversal, visa elevar a consciência ecológica de crianças, jovens e adultos, atuando como o motor de mudança de comportamentos em toda a comunidade. Nivaldo Tati, destacou que o Governo Provincial de Cabinda traçou objectivos numéricos ambiciosos para a componente educativa.
"Prevemos, até ao final de 2027, sensibilizarmos um total de 30.000 pessoas para matérias focadas na conservação do ecossistema marinho e terrestre, e pelo menos 5.000 pessoas no que toca à gestão sustentável de resíduos", adiantou o Secretário Provincial do Ambiente.
O governante assegurou que no interior da província, o projecto "Amigos do Ambiente" integra as ações do GEF8, um programa nacional direcionado à conservação integrada da Floresta do Maiombe, considerada o grande pulmão de Angola.
A estratégia já foi apresentada às autoridades e comunidades de Miconje, Belize, Necuto, Massabi e Cacongo. Nivaldo Tati, frisou que o engajamento comunitário é vital. "Nós não estamos a lidar com a floresta em si, mas com as pessoas que utilizam estes recursos florestais".
Como medida inovadora para proteger as comunidades locais, o projecto prevê a implementação da apicultura (criação de abelhas) como barreira biológica, dando resposta ao fenómeno do conflito entre a presença humana e a fauna selvagem que frequentemente destrói as lavouras.
