França confirma caso de Ébola em médico regressado de missão humanitária na RDC

​O Ministério da Saúde de França confirmou a deteção de um caso do vírus Ébola em território nacional. O paciente é um médico francês que tinha integrado recentemente uma missão humanitária na República Democrática do Congo (RDC), país vizinho de Angola que enfrenta uma grave crise epidemiológica nas últimas semanas.


​A informação foi inicialmente avançada pelo executivo francês e avançada pela agência Reuters. De acordo com o diário Le Parisien, o profissional de saúde foi prontamente encaminhado para uma ala de isolamento de alta segurança numa unidade hospitalar especializada em doenças infeciosas, encontrando-se clinicamente estável.

​As autoridades sanitárias francesas descartam um cenário de alarme e reiteram que o risco de propagação para a população europeia em geral permanece catalogado como "baixo". Contudo, foi acionado um plano de contingência para monitorizar potenciais contágios.

​O gabinete do Primeiro-Ministro, sob a coordenação de Sébastien Lecornu, assegurou que a situação está a ser acompanhada ao mais alto nível governamental. ​A importação deste caso para a Europa reflete a agressividade do surto que assola a África Central desde o final do mês de Abril.

Actualmente, a epidemia propaga-se de forma activa por três províncias da RDC com destaque para a região de Ituri e por uma zona fronteiriça do Uganda. O balanço estatístico mais recente das agências de saúde aponta para um acumulado que ultrapassa os 1.000 casos confirmados e mais de 200 óbitos.

​Perante a rapidez da transmissão e a deteção de que o vírus já circulava de forma silenciosa dois meses antes da sua declaração oficial, a Organização Mundial da Saúde (OMS) elevou o nível de alerta a 17 de Maio, declarando a epidemia como uma "emergência de saúde pública de importância internacional".

​O vírus Ébola, conhecido pela sua elevada taxa de letalidade, transmite-se através do contacto direto com fluidos corporais de indivíduos ou animais infetados, desencadeando sintomas graves como febre hemorrágica, vómitos, episódios diarreicos agudos e falência multiorgânica devido a hemorragias internas.