SIC desmente desaparecimento de órgãos genitais e alerta que falsas notícias já provocaram um morto

O Serviço de Investigação Criminal emitiu, esta sexta-feira (15/05), um comunicado oficial esclarecendo a polémica que tem dominado as redes sociais em Angola. A corporação reafirmou categoricamente que são falsos e desprovidos de qualquer realismo técnico ou científico os vídeos e relatos que circulam nas plataformas digitais sobre o suposto desaparecimento de órgãos genitais.


De acordo com a nota assinada pelo Diretor Nacional do Gabinete de Comunicação Institucional e Imprensa do SIC, Superintendente-Chefe Manuel Halaiwa, os boatos envolvem falsas acusações contra cidadãos nacionais e estrangeiros (da República Democrática do Congo).

Para estancar a onda de rumores, a Direção de Medicina Legal do SIC submeteu a exames clínicos diretos a todos os cidadãos que se apresentaram às esquadras alegando ser vítimas do fenómeno.

As avaliações foram realizadas por múltiplas equipas médicas locais nas províncias do Moxico, Lunda-Norte, Lunda-Sul, Huambo e Luanda. O veredicto científico foi unânime: não foi constatada qualquer anomalia física nos aludidos órgãos.

O SIC alerta com grave preocupação para as consequências reais desta "falsa notícia". O pânico gerado tem servido de gatilho para atos violentos de extrema gravidade contra cidadãos inocentes, incluindo espancamentos, ofensas à integridade física e tentativas de linchamento.

As autoridades confirmaram que a violência gratuita derivada deste boato já resultou na morte de um cidadão na província da Lunda-Norte.

Face à gravidade da situação, as forças de ordem agiram prontamente e 17 pessoas já se encontram detidas por envolvimento em agressões e linchamentos ligados a este caso.

O SIC adverte severamente que qualquer cidadão que insista em promover a desordem, acusar falsamente terceiros ou fazer justiça por mãos próprias será detido e responsabilizado criminalmente.

A nota conclui com um apelo à responsabilidade social, exortando a população a cessar imediatamente a partilha e disseminação de conteúdos desta natureza, adotando uma postura responsável para prevenir a violência e garantir a segurança coletiva.