Grupo de funcionários Públicos em Cabinda denuncia "Gritante Assimetria" e pedem reclassificação do Município de Cacongo
A Comissão Representativa dos Funcionários Públicos enquadrados no Município de Cacongo, província de Cabinda enviou um grito de alerta às autoridades e à sociedade civil, denunciando o que consideram uma gestão administrativa incoerente que tem asfixiado financeiramente os trabalhadores da região.
Sob o lema “Se nos calarmos, seremos culpados", o grupo de signatários aproveitou a efeméride do Dia Mundial do Trabalhador para exigir uma revisão urgente no tratamento dado aos profissionais que asseguram o funcionamento do Estado naquela localidade.
O cerne do descontentamento reside na classificação administrativa dos municípios. Segundo o documento apresentado pela comissão, existe uma disparidade difícil de explicar:
Localidades como Ngoio e Liambo são classificadas como "zonas recônditas", o que confere benefícios específicos aos funcionários. No entanto, Cacongo por outro lado, permanece categorizado como "Município do Tipo B", apesar de apresentar dificuldades logísticas e sociais superiores ou equivalentes.
Os funcionários expõem um cenário de precariedade económica, onde grande parte do ordenado é consumida pelos custos de transporte entre Cabinda, Ngoio, Liambo e Cacongo. Esta situação tem forçado muitos trabalhadores a um regime de "dupla residência", degradando a qualidade de vida e a estabilidade das famílias.
A Comissão apela agora a uma "sensibilização das autoridades de direito" para uma reavaliação imediata das condições de trabalho. O objectivo principal é a atribuição de subsídios que permitam, de forma justa, a fixação de quadros em Cacongo, evitando a fuga de profissionais qualificados por falta de incentivos financeiros.
A iniciativa, subscrita por dez representantes, busca agora espaço nos órgãos de difusão massiva para elevar o debate sobre a eficácia da administração pública local e a valorização de quem serve o Estado na província.
