EUA vão financiar até 50 clínicas de tratamento contra o Ébola na RDC e no Uganda
O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou um compromisso financeiro urgente para apoiar a resposta ao novo surto de Ébola na República Democrática do Congo (RDC) e no Uganda. O financiamento estratégico vai garantir a abertura e o funcionamento de até 50 clínicas de tratamento rápido nas regiões mais atingidas pela epidemia.
De acordo com a nota oficial emitida pelo Gabinete do Porta-Voz americano, estas unidades de saúde temporárias terão a capacidade de realizar a triagem de pacientes, isolamento de infectados e cuidados médicos de emergência. O objectivo principal é estabelecer perímetros de contenção nestas zonas para travar a progressão da doença logo nos primeiros dias da crise.
O governo norte-americano sublinhou que a rapidez na expansão dos esforços de contenção é a variável mais crítica para o sucesso da operação. Além das estruturas físicas das clínicas, os fundos vão cobrir os custos operacionais das equipas locais e acelerar a distribuição de equipamentos de protecção individual para os profissionais de saúde, Kits de diagnóstico rápido e Serviços de saúde essenciais para as comunidades em maior risco.
"Os profissionais de saúde e humanitários que se dirigem para a linha da frente devem saber que os Estados Unidos os apoiam e estão a mobilizar urgentemente todos os recursos disponíveis para ajudar os prestadores de serviços e os esforços de resposta", destaca o comunicado.
Para evitar burocracias e garantir que o dinheiro chega ao terreno de forma célere, os fundos serão canalizados maioritariamente através dos Fundos Centrais de Resposta a Emergências (CERF), que são geridos pelo Gabinete das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA).
O Departamento de Estado dos EUA informou ainda que está a trabalhar em estreita coordenação com os Centros de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC) para monitorar a evolução do surto e garantir a segurança sanitária global.
Cabinda reforça vigilância nas fronteiras
Face à proximidade geográfica com a RDC, as autoridades sanitárias locais em Cabinda já activaram os protocolos de contingência e vigilância epidemiológica nos principais postos fronteiriços terrestres e marítimos, com especial atenção para a movimentação de pessoas e bens.
A medida visa não só criar uma barreira preventiva contra o vírus do Ébola, mas também conter o avanço da varíola dos macacos (Mpox), após a notificação recente de dois casos positivos confirmados na província. O reforço do rastreio e das equipas de saúde na linha da frente surge como uma resposta imediata para evitar a importação de novas cadeias de transmissão.
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