Angola mantém margem de lucro apesar da queda do Petróleo para os 94 dólares após acordo EUA-Irão
O mercado petrolífero internacional reagiu com uma queda acentuada ao anúncio do cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irão, nesta quarta-feira, 8 de Abril. O barril de Brent, referência para as exportações angolanas, recuou mais de 15%, abandonando o patamar dos 100 dólares para se fixar na ordem dos 94 dólares.
Apesar da descida repentina influenciada pela redução da tensão no Médio Oriente, especialistas garantem que as contas públicas de Angola permanecem protegidas, uma vez que o valor de mercado actual ainda supera largamente as previsões do Governo.
O economista Agostinho Mateus, em declarações ao jornal OPaís, sublinhou que o cenário continua a favorecer o país devido à estratégia de gestão de risco adotada no Orçamento Geral do Estado com uma base prudencial que calculou o OGE-2026 com o petróleo a 61 dólares por barril.
Mesmo a 94 dólares, Angola continua a gerar um excedente de 33 dólares por barril, o que permite manter os investimentos previstos e reforçar as reservas internacionais. O especialista alerta que o perigo não é o preço atual, mas a instabilidade do mercado, que pode oscilar bruscamente conforme o desenrolar do acordo diplomático.
Para além das receitas fiscais, a descida do preço do crude é vista como uma "boa notícia mundial", pois tende a reduzir os custos de transporte e energia, estimulando a circulação das economias e ajudando no combate à inflação global.
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Categoria:
Economia
