Irão reabre estreito de Ormuz e petróleo Brent cai para os 90 dólares
O mundo respira de alívio com o anúncio feito esta tarde pelo Governo do Irão sobre a reabertura do Estreito de Ormuz. A via, por onde transita um quinto de todo o petróleo e gás natural liquefeito (GNL) mundial, estava bloqueada desde o início das hostilidades no Médio Oriente, em finais de Fevereiro.
Segundo Agência de Notícias Ruters, a decisão de Teerão está intrinsecamente ligada ao cessar-fogo concluído ontem entre Israel e o Líbano. Contudo, o Ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araqchi, foi taxativo: a passagem está aberta apenas para a circulação comercial, continuando vedada a navios militares.
O mercado petrolífero reagiu com uma queda abrupta. O barril de Brent, que se mantinha acima dos 100 dólares, recuou imediatamente para a casa dos 91 dólares. O Presidente Donald Trump saudou a medida, mas avisou que o bloqueio americano aos portos iranianos só será levantado quando a "transacção" com Teerão estiver "100% concluída".
Trump afirmou na sua rede social ter proibido Israel de continuar os bombardeamentos no Líbano, embora o governo israelita mantenha o discurso de que a operação militar "não terminou".
Numa declaração que promete causar calafrios na diplomacia europeia, o Presidente americano rejeitou categoricamente qualquer apoio da NATO na gestão da segurança em Ormuz. "Disse-lhes para se manterem afastados... Foram inúteis quando precisávamos deles, são um tigre de papel", lançou Trump, evidenciando o isolamento da aliança atlântica nesta crise.
Enquanto os EUA e o Irão negoceiam bilateralmente, o Presidente francês Emmanuel Macron e o Primeiro-Ministro britânico reuniram-se em Paris com cerca de 50 países. Macron anunciou a criação de uma missão "neutra e independente" para garantir a navegação livre no estreito após as hostilidades, contando já com a adesão de uma dezena de nações.
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