Angola regista mais de 1.500 mortes por acidentes de viação no último semestre
As estradas angolanas continuam a ser um cenário de luto nacional. Dados revelados nesta quarta-feira, 8 de Abril, pelo Comandante-Geral da Polícia Nacional, Comissário-Geral Francisco Ribas, indicam que o país registou 1.558 mortes nos últimos seis meses, resultantes de um total de 6.125 acidentes de viação.
Os números foram apresentados no final da 1.ª sessão ordinária do Conselho Nacional de Viação e Ordenamento do Trânsito (CNVOT), presidida pela Vice-Presidente da República, Esperança da Costa.
Embora se tenha registado uma diminuição de 29 mortes em relação ao período homólogo, o quadro permanece "preocupante" com o registo de 1.558 mortos e 8.086 feridos. Atropelamentos, colisões entre automóveis e motociclos, e despistes seguidos de capotamento lideram as estatísticas.
Luanda, Huíla, Huambo, Benguela, Cuanza-Sul, Bié e a localidade de Icolo e Bengo são os pontos negros do mapa rodoviário nacional.
O Comandante-Geral destacou um detalhe alarmante: os acidentes mais letais ocorrem durante a madrugada e fora das localidades. Nestas zonas, a assistência médica é difícil e o envolvimento de veículos de transporte colectivo de passageiros tem multiplicado o número de vítimas num único evento.
O Executivo reforçou a aposta no Plano Nacional de Prevenção e Segurança Rodoviária 2023-2027, com destaque para a campanha “MUDE, Antes Que Seja Tarde”.
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