Professores de Catete avançam para nova fase de greve por atraso de subsídios
Os professores do município de Catete iniciam, na próxima semana, a segunda fase da paralisação das actividades lectivas. A greve, segundo informou o Jornal de Angola é um protesto contra o atraso no pagamento de retroactivos relativos aos subsídios de renda de casa e de isolamento, referentes aos anos de 2023 e 2024, após anos de negociações sem sucesso com as autoridades locais.
O impasse remonta a 2022, quando o Icolo e Bengo foi classificado como zona recôndita. Na altura, ficou estabelecido que os docentes nestas áreas teriam direito a um subsídio de renda equivalente a 30% do salário base, com pagamentos retroactivos previstos para 2023.
A decisão de avançar para a greve foi selada numa assembleia geral realizada a 14 de Novembro de 2025, na Escola Gaspar de Almeida. A morosidade do Governo em liquidar a dívida acumulada gerou um clima de forte tensão nas escolas da região.
Os professores alegam que os subsídios de isolamento são fundamentais para compensar as dificuldades de colocação em áreas distantes, e que a falta de cumprimento dos prazos acordados em 2022 esgotou a margem de negociação com a classe.
