Líder do PRA-JA Servir Angola critica exclusivismo e isolacionismo partidário na oposição

O líder do PRA-JA Servir Angola, Abel Chivukuvuku, lançou este domingo duras críticas àquilo que descreveu como a "mentalidade de exclusivismo permanente" no seio de vários partidos políticos, com particular destaque para as forças da oposição com assento parlamentar. 


As declarações surgiram à margem de uma formação sobre geopolítica e doutrinas políticas organizada pelo seu partido. Ao reagir à ausência de outras forças políticas no evento formativo do PRA-JA, Chivukuvuku defendeu uma visão de união para os desafios eleitorais de 2027. 

"Se a nossa filosofia é ser governo ou parte do governo, devemos trabalhar com outros partidos", afirmou o político, reforçando que o objectivo da sua formação identificada pelas cores azul e branco é ser uma peça fundamental no futuro executivo angolano.

A narrativa do líder do PRA-JA surge num contexto de crescente pressão da sociedade civil para a criação de uma "frente ampla" de oposição. Chivukuvuku reiterou que continuará a convidar outras forças para diálogos e formações conjuntas, combatendo o isolacionismo que, na sua visão, enfraquece a alternativa política no país.

Este posicionamento marca o tom da pré-campanha para 2027, onde a capacidade de diálogo entre os partidos da oposição será determinante para o desfecho do próximo pleito eleitoral.