Crise no Chade: Ministro do Ensino Superior e ex-líder rebelde renuncia ao cargo
O Governo do Chade confirmou, esta quinta-feira, a renúncia voluntária de Tom Erdimi ao cargo de Ministro do Ensino Superior. A declaração, assinada pela Primeira-Ministra do país, marca a saída de uma das figuras mais emblemáticas da transição política chadiana.
Erdimi, um antigo líder rebelde e opositor histórico do falecido presidente Idriss Déby, torna-se assim o segundo ministro em exercício a bater com a porta desde que o Presidente Mahamat Idriss Déby Itno assumiu o poder, em Abril de 2021.
A entrada de Tom Erdimi para o Executivo ocorreu em Outubro de 2022, fruto dos Acordos de Doha, celebrados entre o governo de transição e vários grupos políticos e militares. Durante o seu mandato, Erdimi destacou-se pela modernização do setor.
Até ao momento, não foram revelados os motivos específicos para a renúncia "voluntária". Para assegurar a continuidade dos trabalhos, foi já nomeado um Secretário Permanente para liderar o ministério em funções interinas.
A saída de Erdimi é vista por analistas como um teste à solidez dos acordos de paz firmados com os antigos grupos rebeldes, numa altura em que o Chade procura estabilizar a sua estrutura governativa.
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